A China manteve a posição de país com maior número de execuções no mundo em 2025, conforme o relatório “Sentenças de Morte e Execuções 2025”, divulgado pela Anistia Internacional. O levantamento global registrou pelo menos 2.707 execuções judiciais, um aumento de 78% em relação aos 1.518 casos de 2024.
O balanço global não inclui dados da China, pois o governo chinês trata informações sobre condenações à morte e execuções como segredo de Estado. Contudo, a Anistia Internacional afirma que milhares de pessoas foram executadas no país ao longo do ano, baseando suas estimativas em decisões judiciais, informações de advogados e da sociedade civil.
A organização declarou que as autoridades chinesas utilizam a pena de morte como ferramenta para transmitir mensagens políticas e reforçar a manutenção da ordem social. Os métodos de execução identificados em 17 países em 2025 incluíram decapitação, enforcamento, injeção letal, fuzilamento e asfixia por gás nitrogênio.
A Anistia Internacional ressaltou que os números divulgados representam o mínimo confirmado e não refletem a dimensão real das execuções no planeta.


