Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) questionam a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter sob sua relatoria as investigações da Operação Sisamnes. A Corte avalia que o caso não deve permanecer no STF, pois nenhum dos nove denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) possui foro privilegiado.
A avaliação dos ministros do STJ aponta que a manutenção das investigações no Supremo gera desgaste desnecessário ao tribunal. Segundo integrantes da Corte, os documentos públicos até agora não mostram indícios concretos de participação de magistrados do STJ no esquema de venda de decisões judiciais.
A PGR denunciou nove investigados por suspeita de integrar organização criminosa. Entre os acusados estão o empresário apontado como articulador do grupo, assessores do STJ e operadores financeiros. Em maio, Cristiano Zanin decidiu manter o caso no STF e prorrogou as investigações por mais 60 dias.
Relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo em fevereiro afirmou que os elementos reunidos até então envolvem servidores e assessores de gabinetes, e não os magistrados do STJ.

