Thomas Friedman declarou que as redes sociais são inimigas da verdade e da confiança, pois seu modelo de negócio visa provocar, e não informar. O jornalista americano, em evento no XIV Fórum de Lisboa, alertou que a democracia depende desses pilares, que estão sendo atacados pelas plataformas digitais.
Friedman ecoou críticas de Niall Ferguson, que considera as redes sociais como agentes que destroem a sociedade civil. O analista afirmou que a polarização se tornou um fator prejudicial, e que a democracia não se sustenta sem verdade e confiança. Segundo Friedman, sem esses elementos, a resolução de problemas sociais se torna impossível.
Sobre a Inteligência Artificial, o autor classificou o avanço tecnológico como o “segundo Big Bang”, um momento de ruptura para os seres humanos. Ele explicou que uma legislação global sobre IA só será eficaz se houver um consenso entre os Estados Unidos e a China. Friedman comentou que, sem colaboração entre as duas potências, haverá sérios problemas com a posse e o uso dos dados.
Em outra análise, Joel Mokyr, laureado com o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2025, destacou que a prosperidade exige a combinação de avanço tecnológico com instituições confiáveis. O economista afirmou que fortalecer as instituições é essencial para a preservação democrática, pois o enfraquecimento do Poder Judiciário, por exemplo, fortalece setores autoritários da sociedade.


