Os peruanos votam neste domingo, 7 de junho, no segundo turno das eleições presidenciais. A população escolherá entre Roberto Sánchez, de 57 anos, e Keiko Fujimori, de 50 anos. A votação ocorrerá das 7h, horário local, e a disputa se mostra acirrada, segundo pesquisa recente.
A eleição ocorre em um país que é grande produtor mundial de cobre e exportador de minerais críticos. O primeiro turno, realizado em abril, teve apuração demorada. Segundo pesquisa da Ipsos, Sánchez obteve 43,8% das intenções de voto, enquanto Fujimori alcançou 43,2%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
Em relação à política externa, Sánchez, ex-ministro do Comércio Exterior, afirmou que o Peru deve manter-se aberto a parceiros internacionais, mas com termos mais “justos”, defendendo a proteção ambiental e a redistribuição da riqueza da mineração. Fujimori, por sua vez, prometeu atrair investimentos dos Estados Unidos e fortalecer laços com a Casa Branca.
Na esfera econômica, Sánchez propôs a revisão de contratos de mineração e o aumento do salário mínimo. Para tranquilizar investidores, ele nomeou o ex-ministro da Economia Pedro Francke. Fujimori enfatizou a estabilidade e a propriedade privada, nomeando Luis Carranza, ex-ministro da Fazenda, para liderar sua equipe econômica.
O sistema legislativo bicameral do Peru, restabelecido em abril, não possui maioria partidária em nenhuma das casas, o que complica a governança. O presidente do Júri Nacional Eleitoral do Peru, Roberto Burneo, reconheceu que a confiança no sistema diminuiu após os atrasos do primeiro turno.


