O Rio de Janeiro registrou nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 424 mortes confirmadas desde o início do ano. As autoridades de saúde apontam que a baixa cobertura vacinal contra a gripe, que alcançou 27,5% em grupos prioritários, agrava o quadro.
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe da Fiocruz, os casos de SRAG apresentam tendência de crescimento no estado. Até a última quinta-feira (4 de junho), foram contabilizadas 7.042 internações e 424 óbitos. A capital concentra o maior número de internações, seguida por São Gonçalo, Niterói, Petrópolis, Macaé e Nova Iguaçu.
A imunização contra a gripe permanece abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Até 3 de junho, apenas 27,5% do público prioritário, que inclui idosos, gestantes e crianças menores de 6 anos, havia sido vacinado, totalizando pouco mais de 1,2 milhão de doses aplicadas.
Portella explicou que dois vírus impulsionam o aumento dos casos. O principal é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), afetando sobretudo crianças menores de 2 anos. O rinovírus também contribui para as internações em crianças e adolescentes de até 14 anos. A pesquisadora reforçou que a vacinação é fundamental para prevenir casos graves de Influenza e Covid-19.

