O índice S&P 500 perdeu cerca de 1,4 trilhão de dólares em valor de mercado na sexta-feira, registrando o maior declínio diário desde outubro de 2025. A queda ocorreu após um relatório de empregos mais robusto que o esperado, o que forçou os investidores a reavaliar as expectativas de cortes na taxa de juros.
O catalisador da venda não foi receio de recessão ou choque geopolítico, mas sim um mercado de trabalho mais forte que o previsto. O Bureau of Labor Statistics informou que empregadores adicionaram 172 mil empregos em maio, mantendo a taxa de desemprego em 4,3%. Economistas esperavam cerca da metade desse número, tornando o dado um dos mais fortes em 18 meses.
A força do emprego contrariava a visão de que a fraqueza do mercado forçaria o Federal Reserve a reduzir juros. Contudo, a inflação subiu para cerca de 3,8%, impulsionada por preços de energia ligados ao conflito com o Irã. Essa resiliência do trabalho preocupa o Fed, que já havia sinalizado riscos de baixa para o emprego em cortes anteriores.
A reação do mercado foi imediata: rendimentos de títulos do Tesouro subiram, e os futuros passaram a precificar aumentos de juros até 2027. Além do dado de emprego, a imprensa internacional noticiou que grandes empresas de tecnologia, como a Meta Platforms, estão explorando ofertas de ações de dezenas de bilhões de dólares para financiar a corrida por inteligência artificial.


