Uma cabeleireira de 38 anos relatou ter vivido três anos de violência e exploração sexual nos Estados Unidos. A mulher afirmou que os atos foram gravados e comercializados na internet para obtenção de lucro, segundo seu relato.
A denunciante relatou que os abusos ocorreram após ela e seus três filhos se mudarem para os EUA para morar com a família do então companheiro. Ela disse que foi dopada e submetida a estupros, com a participação de um casal de tios do ex-marido.
A mulher afirmou que os familiares ameaçavam sequestrar seus filhos caso ela tentasse fugir ou denunciar os crimes. Ela passou a desconfiar da situação após apresentar problemas de saúde, como episódios de quase desmaio, perda de sensibilidade e problemas gastrointestinais.
Ao buscar atendimento na polícia norte-americana, a mulher disse que o caso foi direcionado à vara da família, e não à área criminal. Ela também mencionou que a falta de assistência foi percebida ao procurar o Consulado do Brasil e o Ministério das Relações Exteriores. Após o ocorrido, ela viveu em um abrigo por cinco meses até retornar ao Brasil.
O caso ocorre em um contexto de violência contra a mulher no país. Um levantamento de 2025 mostrou que 21,4 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência, o que corresponde a 37,5% das mulheres com 16 anos ou mais.


