A seleção do Irã chegou a Tijuana, México, no domingo (7), para estabelecer base antes da Copa do Mundo. A chegada ocorre em meio a tensões políticas, pois os Estados Unidos negaram vistos para parte da equipe técnica.
O avião com o “Team Melli” pousou no aeroporto de Tijuana por volta das 05h, horário local. O técnico iraniano, Amir Ghalenoei, agradeceu ao México e à FIFA pela permissão de entrada, mas denunciou que a chegada deveria ter ocorrido na semana anterior para permitir a adaptação ao fuso horário de 12 horas. Ghalenoei afirmou que “Nestes torneios, antes das questões técnicas, devem ser respeitadas as considerações éticas e humanas, o que no nosso caso não ocorreu”.
A participação iraniana no Mundial, organizado por Estados Unidos, México e Canadá, é um foco político, pois é a primeira vez que um país participante está em conflito com um país anfitrião. O capitão da equipe, Ehsan Hajsafi, questionou a FIFA sobre o atraso na obtenção de vistos americanos, mencionando que o país viveu duas guerras no último ano. Apesar disso, Hajsafi declarou que a equipe está “100%” e confiante em avançar na fase de grupos.
As condições de entrada e saída dos Estados Unidos permanecem incertas. O governo americano concedeu vistos aos jogadores, mas negou a entrada a cerca de quinze membros da delegação técnica. O embaixador iraniano no México disse que a seleção só poderá entrar e sair dos EUA no mesmo dia das partidas, embora o porta-voz da FFIRI tenha dito anteriormente que os jogadores chegariam antes.


