A LATAM Airlines Group prevê um reequilíbrio de capacidade no setor aéreo em 2027, caso os preços do combustível não apresentem queda. A projeção foi feita durante a 82ª Assembleia Geral Anual da IATA, realizada no Rio de Janeiro, onde executivos debateram a instabilidade global e os custos operacionais.
Roberto Alvo, CEO global da LATAM Airlines Group, avaliou o cenário do setor e informou que ajustes de capacidade em voos de menor rentabilidade já ocorrem em diversas companhias. Alvo declarou que, se os custos de combustível permanecerem elevados, o mercado buscará um novo equilíbrio econômico por meio da redução da oferta de assentos.
O reequilíbrio de capacidade é o processo pelo qual as empresas aéreas diminuem a oferta em rotas menos rentáveis. Quando isso acontece em escala, a queda na oferta tende a sustentar ou elevar as tarifas, melhorando as margens do setor. No Brasil, Alvo comentou que o tráfego premium da LATAM cresce mais rápido que a capacidade instalada, protegendo a operação doméstica da volatilidade atual.
Em outro painel, Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil, defendeu a necessidade de uma política de Estado para a aviação nacional. Cadier argumentou que a troca frequente de ministros do Turismo no país impede a continuidade de diretrizes setoriais. Ele também contestou o mito de margens altas, apontando a estrutura de custos do Brasil como o fator que pressiona as tarifas.


