A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada no domingo, 7, na Avenida Paulista, enfrentou críticas por promover pautas ideológicas e partidárias. A controvérsia principal envolveu manifestações em defesa de crianças transgênero, tema que gerou reação de parlamentares de direita.
O deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP) criticou a presença de menores no evento, alegando que a exposição ocorre com conteúdos inadequados para a faixa etária. Mansur citou projetos na Assembleia Legislativa de São Paulo que buscam restringir a participação de menores e impedir o uso de recursos públicos em eventos com conteúdo de natureza sexual. Para o parlamentar, a discussão foca na proteção da infância, e não na discriminação contra adultos.
Outras críticas apontaram o caráter político da manifestação. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) afirmou que a parada se tornou um “puxadinho ideológico” da esquerda, mencionando faixas de apoio ao presidente Lula da Silva. O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) acusou organizadores de usar a bandeira do combate ao preconceito para atacar adversários políticos, afastando o evento de seu propósito original.
Os organizadores e apoiadores do evento defenderam que a parada visa a visibilidade e os direitos da população LGBT. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu às críticas, declarando que tentativas de impedir a existência e a expressão pública da comunidade LGBT estão fadadas ao fracasso.


