Uma nova droga experimental demonstrou dobrar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas avançado em estudos clínicos. Os resultados, apresentados em congresso de oncologia, indicam que o tratamento pode melhorar o prognóstico de uma doença agressiva.
A pesquisa verificou se o medicamento poderia aumentar a sobrevida em comparação com a quimioterapia convencional. Segundo Mitesh Borad, médico e pesquisador da Mayo Clinic, o tempo médio de sobrevida dos pacientes quase dobrou, passando de cerca de sete para 13 meses.
O avanço se deve ao mecanismo da droga, que bloqueia a proteína K-RAS, presente em grande parte dos tumores pancreáticos. Essa proteína, quando ativada no câncer, causa a multiplicação descontrolada das células. Ao frear essa proteína, o medicamento impede o crescimento tumoral.
Os pesquisadores informaram que os efeitos colaterais foram controláveis, com apenas cerca de 1% dos pacientes interrompendo o tratamento por reações adversas. Apesar do avanço, especialistas afirmam que o medicamento ainda não é uma cura, mas sim um passo importante para o tratamento da doença.
O Daraxonrasib deve seguir os trâmites regulatórios. Nos Estados Unidos, ele já tem autorização para uso em casos sem alternativas terapêuticas. O oncologista Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer, afirmou que a pesquisa clínica é o caminho para evoluir os tratamentos oncológicos.


