A negociação de acordo de colaboração premiada do banqueiro entra nesta semana em fase decisiva, aguardando análise da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os órgãos investigativos devem indicar os próximos passos das tratativas, após a entrega de uma nova proposta de colaboração.
A PGR e a PF ainda revisam o material apresentado pela defesa, que passou por ajustes após a rejeição de uma primeira versão. Segundo fontes ligadas ao caso, as autoridades solicitaram esclarecimentos e complementações em diversos pontos da narrativa do empresário. A segunda proposta foi entregue na semana passada e já passou por múltiplas rodadas de revisão.
As negociações ocorrem sob um regime excepcional de acesso da defesa ao banqueiro, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero. Esse acesso diário, das 9h às 17h, encerra-se na próxima sexta-feira, pressionando por uma definição sobre o acordo.
A análise conjunta da proposta é crucial para determinar se as tratativas avançam para uma fase concreta ou se novas exigências serão feitas. As autoridades avaliam a consistência dos relatos, a existência de informações inéditas e documentos de suporte.


