A SpaceX propõe construir data centers de inteligência artificial em órbita para suprir a demanda computacional, alegando que os recursos finitos da Terra não suportarão o crescimento dos modelos avançados de IA. A empresa planeja lançar cem gigawatts de capacidade de computação ao espaço anualmente, o que representa cerca de um quinto da produção total de energia dos EUA em 2025.
O plano, detalhado em documentos pré-IPO, prevê a utilização de módulos construídos em torno da constelação de satélites da companhia. Essa arquitetura será alimentada por órbita síncrona dia-noite, garantindo exposição solar constante, e interligada por mais de 23 mil lasers intersatélites já operacionais no Starlink. O Grok, adquirido em fevereiro de 2026, serve como inquilino âncora.
A iniciativa impacta diretamente grandes empresas de tecnologia. Enquanto a NVIDIA registrou um aumento de 92% nas vendas de data centers no primeiro trimestre, a proposta da SpaceX sugere uma migração da infraestrutura para o espaço. A Microsoft e a Amazon, competidoras no setor de nuvem, enfrentam um desafio implícito com o modelo orbital da SpaceX.
A SpaceX pretende implantar os primeiros módulos de computação de IA em órbita até o final da década. Analistas apontam que o mercado ainda não precificou totalmente essa possibilidade, e o sucesso do projeto depende da viabilidade de lançamentos orbitais baratos, como os realizados pelo Starship.

