Analistas de Wall Street mantêm forte convicção na Broadcom, tratando a recente queda das ações como um ponto de entrada, e não como um sinal de alerta. Quarenta e quatro de quarenta e oito analistas cobrindo a empresa deram nota de Compra ou Compra Forte, segundo dados de mercado.
A convicção dos especialistas de Wall Street não foi abalada pelo deságio pós-resultados. Um relatório recente de Mizuho reforça essa visão, projetando que os envios da unidade de processamento tensorial (TPU) da Broadcom podem superar 35 milhões de unidades em 2028. Esse número representa cerca de oito vezes a estimativa da firma para 2026, que era de 4,3 milhões de unidades.
O consenso de preço-alvo de 12 meses para a Broadcom é de US$ 517,61, contrastando com a cotação atual próxima a US$ 399,98. Esse alvo foi estabelecido antes da previsão de resultados do terceiro trimestre de 2026, que apontou receita consolidada de cerca de US$ 29,4 bilhões e receita de semicondutores de IA de US$ 16 bilhões, um aumento superior a 200% ano a ano.
Apesar da queda acentuada das ações, a empresa reportou receita recorde de US$ 22,187 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 48% em relação ao ano anterior. A análise aponta que a força do setor de IA e o posicionamento institucional pesado sustentam a tese de que a Broadcom está no início de um ciclo de supercrescimento em redes de IA.


