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Economia

China pode ajudar Brasil contra tarifa dos EUA, mas país deve diversificar

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de junho de 2026 22:05
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A cooperação econômica com a China pode fortalecer a posição do Brasil frente à ameaça de sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos. Segundo Hsia Hua Sheng, professor de Finanças Internacionais da FGV-EAESP, o relacionamento com a China oferece segurança nas negociações, mas não deve ser a única alternativa comercial do país.

Hsia Hua Sheng afirmou que a relação comercial entre Brasil e China possui estabilidade e crescimento, abrangendo comércio e investimentos. Esse vínculo pode auxiliar o Brasil no processo de negociação com Washington. O professor observou que a contribuição chinesa se estende além da compra de produtos, com empresas chinesas no Brasil integrando a economia nacional às cadeias globais, notadamente em tecnologia e serviços.

O economista destacou que o Brasil busca uma estratégia de diversificação de mercados. Ele lembrou que as missões governamentais incluem países asiáticos como Coreia, Japão e Indonésia. Hsia ressaltou que o país desenvolve negócios com mercados fora da China, utilizando o Brics e o Brics+ para buscar uma multipolaridade nas relações comerciais.

Apesar de a China ser o maior comprador, o especialista avaliou que o Brasil não depende exclusivamente desse parceiro. Ele concluiu que o país possui capacidade de negociação com os Estados Unidos, contando com mercados alternativos para absorver a produção nacional caso as tarifas avancem.

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