O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática para reverter a exclusão do país da lista de exportadores de produtos de origem animal, como a carne bovina, pela União Europeia. Autoridades europeias indicaram que poderão reavaliar a medida se o Brasil apresentar a documentação completa sobre controles sanitários.
A decisão europeia, anunciada em 12 de maio, passou a valer em 3 de setembro, poucos dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A exclusão ocorreu porque o bloco considerou que o Brasil não apresentou garantias suficientes contra o uso de certos antimicrobianos, conforme justificativa da Comissão Europeia.
A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trate do tema com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a reunião de líderes do G-7, que ocorrerá na França entre 15 e 17 de junho. Paralelamente, o setor privado homologou um protocolo em 29 de maio para atender às exigências europeias de segregação e rastreabilidade de produtos livres de antimicrobianos.
Brasil e União Europeia concordaram em analisar as cadeias de produtos separadamente, o que pode acelerar a retomada de alguns segmentos. O porta-voz de Comércio da Comissão Europeia, Olof Gill, afirmou que qualquer produto que entre na UE deve cumprir os mesmos padrões aplicados aos produtores europeus.


