A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação contra organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos nesta terça-feira (9). O grupo simulava ser executivos de empresas para aplicar golpes em funcionários financeiros, causando prejuízo de quase R$ 200 milhões a uma companhia industrial.
A investigação revelou que os suspeitos usavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens. Eles utilizavam fotos e informações públicas de executivos das empresas visadas. Com esse disfarce, os criminosos convenciam funcionários de áreas financeiras a realizar transferências bancárias, alegando demandas urgentes e sigilosas.
A estrutura do grupo era hierárquica e especializada. Havia articuladores e executores que planejavam as fraudes, gerentes responsáveis pela movimentação dos valores e recrutadores, conhecidos como “tripeiros”, que levantavam contas bancárias para o recebimento dos montantes.
A delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, afirmou que os sujeitos estudavam previamente os detalhes das empresas. Ela comentou que o golpe se tornou cada vez mais sofisticado no ambiente corporativo brasileiro. Foram cumpridas 87 medidas cautelares, incluindo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão.

