A contratação de seguro-viagem exige atenção a detalhes para garantir cobertura em viagens. Erros comuns, como omitir informações ou não seguir os protocolos de atendimento, podem levar à negativa de assistência em caso de imprevistos.
Um dos pontos mais críticos na contratação é a omissão de dados na apólice. Segundo Paulo Correa, sócio-diretor da Papin Corretora de Seguros, é fundamental responder todos os questionários com atenção, mesmo que as perguntas pareçam repetitivas. Isso é vital para quem planeja atividades de risco, como mergulho ou trilhas em altitude, pois a seguradora não cobre acidentes não especificados.
Outro erro frequente é acionar o seguro por conta própria, sem contatar a central de atendimento. Correa explica que, em casos de mal-estar, o contato prévio é necessário para que a central encaminhe o viajante ao hospital adequado e autorize o suporte. Ele alerta que, mesmo com o celular, ter uma cópia impressa da apólice pode facilitar o acionamento em momentos de susto.
Além disso, muitos focam apenas no preço, ignorando as coberturas. Em destinos como os Estados Unidos, custos de saúde são altos; uma fratura pode ultrapassar US$ 30 mil, e atendimentos simples podem gerar contas entre US$ 1.500 e US$ 5.000. A escolha deve ser baseada no custo do destino, e não apenas no valor do prêmio.
O especialista também reforça que o seguro é essencial mesmo para viagens nacionais ou curtas. Ele oferece suporte que vai além do atendimento médico, incluindo assessoria legal local e auxílio em caso de perda de documentos.

