O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, dia 9 de junho de 2026, que as casas de apostas devem receber tratamento similar ao dado aos cigarros no Brasil. Durigan defendeu o aperto da regulação para reduzir a exposição da população, citando riscos à saúde e ao orçamento nacional.
Durigan declarou que o governo deve avançar em medidas para limitar a exposição ao setor. As propostas incluem restrições à publicidade, aumento da tributação e novas exigências de transparência para as operadoras. O ministro também reiterou a defesa da divulgação dos processos de regularização, negando que a Fazenda tenha imposto sigilo sobre os documentos já concluídos pela Secretaria de Prêmios e Apostas.
O ministro informou que o governo já bloqueou mais de 30 mil sites irregulares e que novas operações serão realizadas para combater abusos e plataformas clandestinas. Apesar das críticas, Durigan disse não defender a proibição total, pois as apostas ocupam um lugar na economia e vários setores dependem delas.
Embora não defenda que a regulação tenha viés arrecadatório, Durigan reconheceu a contribuição do setor para a receita pública. Em 2025, as apostas geraram quase R$ 10 bilhões, e até abril de 2026, o montante com tributos federais ultrapassou R$ 4,6 bilhões.

