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Economia

Senado debate modelo flexível para jornada de trabalho

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de junho de 2026 21:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Senado analisa a PEC 12/2026, conhecida como PEC do Trabalho Flexível, que propõe um modelo opcional de contratação. A proposta, apoiada por confederações do setor produtivo, busca flexibilizar a jornada sem extinguir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A PEC 12/2026 foi protocolada após a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados. Ela foi assinada por 36 senadores e visa criar um regime flexível, permitindo que o trabalhador escolha entre o formato tradicional da CLT ou um modelo baseado em horas trabalhadas. Segundo os defensores, a medida ajusta a jornada às necessidades pessoais e profissionais de cada trabalhador.

Os autores da PEC afirmam que a flexibilização manterá direitos como 13º salário, férias remuneradas, FGTS e aviso prévio. O apoio veio de entidades como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em carta aberta, essas entidades argumentaram que o modelo da Câmara não contempla a realidade de todas as categorias, podendo restringir renda em atividades baseadas em comissões.

As duas propostas agora competem na pauta do Senado. A PEC da Câmara prevê a redução gradual da jornada para 40 horas e limite de oito horas diárias após 14 meses de transição. Já a PEC 12/2026 oferece a livre escolha do trabalhador, mantendo a estrutura atual da CLT para quem optar pelo regime tradicional.

TAGGED:CLTdireitos trabalhistasflexibilizacaojornada de trabalhopec-trabalhoSenado
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