A ministra Estella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista na terça-feira, 9 de junho de 2026, adiando o julgamento sobre a validade de pesquisa da AtlasIntel. O levantamento indicou queda na popularidade de um pré-candidato à Presidência da República, após a divulgação de áudio envolvendo o político e o fundador do Banco Master.
O relator do caso, ministro Kássio Nunes Marques, votou pela impugnação da pesquisa, alegando tentativa de “influenciar” os entrevistados. O presidente do Tribunal submeteu a decisão liminar ao plenário. Com o pedido de vista da ministra Aranha, a suspensão da pesquisa nos sites oficiais permanece.
Nunes Marques declarou que pesquisas eleitorais influenciam a disputa política e exigem regras para evitar manipulação do convencimento dos entrevistados. Ele citou entrevista do CEO da AtlasIntel, na qual confirmou um “viés político” nas perguntas que associavam o senador às fraudes financeiras do Banco Master, indicando desvirtuamento da aferição da opinião pública.
Dias Toffoli defendeu a necessidade de maior liberdade para as pesquisas e solicitou que a Corte estabeleça uma regra aplicável a todos os candidatos. O ministro Mendonça comentou que o pedido de vista demonstra a responsabilidade da Corte no tratamento do caso.

