O Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Alana anunciaram o investimento de R$ 60 milhões para financiar pesquisas sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. Os recursos visam apoiar o desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico e tratamento para condições que afetam 10% das mulheres em idade fértil.
Dos valores anunciados em Brasília, R$ 50 milhões serão repassados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em editais de inovação. Os outros R$ 10 milhões serão providos pelo Instituto Alana para estruturar uma rede nacional de pesquisa especializada em saúde da mulher.
A ministra Luciana Santos afirmou que os investimentos representam o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como ferramenta de cuidado. A CEO do Instituto Alana, Flavia Doria, alertou que o diagnóstico precoce é crucial, pois o agravamento da dor pode levar a problemas crônicos na vida adulta.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou que há pouca visibilidade sobre as doenças femininas. Ele espera que as pesquisas permitam construir uma política pública robusta e aprimorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme detalhado pelo Ministério da Saúde.

