A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e suspendeu o julgamento sobre a decisão de Kassio Nunes Marques. A decisão tratava da suspensão de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que indicava queda de um senador em relação ao presidente em um eventual segundo turno.
A liminar que suspendeu a divulgação do levantamento foi concedida por Nunes Marques na segunda-feira (8). A suspensão foi solicitada pelo partido do senador, alegando que o questionário usava imagens e áudios que associavam o político a um empresário, o que teria influenciado as respostas dos entrevistados.
Ao conceder a liminar, Nunes Marques declarou haver indícios de que a metodologia da pesquisa poderia ter contaminado as respostas dos eleitores. Ministros presentes na sessão destacaram a necessidade de um exame aprofundado, pois o caso estabelece um precedente para futuras análises do tribunal sobre pesquisas eleitorais.
Dias Toffoli afirmou que a pesquisa já gerou efeitos, e o julgamento visa definir regras gerais para todos os candidatos. Ele comentou que o tribunal deve discutir a admissibilidade de pesquisas que exibem vídeos ou áudios antes de formular perguntas aos entrevistados.
Em sustentação oral, a advogada do partido alegou que a metodologia incomum da AtlasIntel, realizada pela internet, comprometia a lisura das respostas. Em defesa da AtlasIntel, o advogado afirmou que o partido apenas discordou da metodologia utilizada para medir a repercussão de um fato político público.

