O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a análise da decisão que censurou a divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg, após pedido de vista da ministra Estela Aranha. A medida segue após o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, votar pela confirmação da proibição do levantamento.
A pesquisa, que foi divulgada em 19 de maio, coletou dados de 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio, utilizando o método Atlas RDR. A equipe do pré-candidato do PL à Presidência solicitou a suspensão da divulgação, alegando que a disposição das perguntas e o uso de associações entre o senador e o dono do Banco Master contaminavam as respostas dos entrevistados.
Kassio Nunes Marques declarou que as circunstâncias indicam “possível utilização de estímulos indutivos aptos a contaminar as respostas subsequentes relativas à imagem, rejeição e intenção de voto”. O ministro explicou que a questão não é de discordância metodológica, mas de possível indução do entrevistado pelo questionário, especialmente pela ordem sequencial das perguntas.
O ministro determinou que a empresa de pesquisas apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia, focada no uso do áudio, em até dois dias. Ele também solicitou que o Ministério Público Eleitoral se manifeste sobre o caso no prazo de um dia.

