Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 32% do eleitorado brasileiro se declara independente, sem se alinhar ao lulismo ou ao bolsonarismo. Contudo, essa parcela não tem se convertido em apoio a candidaturas alternativas, mantendo o país em um ciclo de polarização.
A nova pesquisa da Genial/Quaest indica que, no primeiro turno, Lula (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. Outros nomes, como Ronaldo Caiado (PSD) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%, figuram como possíveis alternativas de centro, mas estão distantes dos dois principais pré-candidatos.
Wilson Gomes, professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, comentou que o percentual de 32% de independentes pode ser enganoso. Ele explicou que “apenas pouco mais de um terço desse grupo tende efetivamente a votar em um dos candidatos”, estimando que esse bloco possa se converter em algo entre 10% e 15% no pleito.
Especialistas afirmam que o travamento das alternativas ocorre porque a escolha do eleitor é orientada mais pela rejeição ao adversário do que pela adesão a um projeto novo. Segundo um cientista político, o eleitor vota menos por preferência de política pública e mais para impedir a vitória de um lado.


