Um aposentado de 73 anos com R$ 1,6 milhão em plano de previdência enfrenta uma distribuição mínima obrigatória (RMD) de cerca de R$ 60.400 em 2026. Essa renda ordinária se soma ao benefício do Seguro Social, elevando a renda tributável e criando risco de acionar a cobrança adicional do Medicare (IRMAA).
A distribuição de RMD, calculada com base na Tabela de Vida Útil Uniforme do IRS, corresponde a R$ 60.400. Esse valor é somado ao benefício do Seguro Social, que totaliza R$ 36.000. Com essa renda provisória, cerca de 85% do benefício do Seguro Social se torna tributável, adicionando R$ 30.600 ao montante. A renda tributável bruta atinge aproximadamente R$ 91.000, o que se mantém dentro da faixa de imposto de 22% para solteiros em 2026.
O risco surge com o IRMAA do Medicare, que é calculado com base na renda modificada ajustada de dois anos antes. O limiar para o primeiro nível de cobrança adicional é de R$ 109.000. Embora a renda inicial esteja abaixo desse patamar, uma decisão discrecionária, como uma conversão Roth de R$ 25.000 ou um ganho de capital significativo, pode ultrapassar o limite. Ao cruzar R$ 109.000, o aposentado incorre em um acréscimo mensal de R$ 81.20 no Part B do Medicare, com impacto que só será visto em 2028.
Para gerenciar esse risco, a imprensa aponta duas estratégias. A primeira é utilizar distribuições caritativas qualificadas (QCD), que permitem transferir fundos do plano para uma instituição de caridade, contando para o RMD, mas sendo excluídos da renda tributável. A segunda é planejar o momento de rendimentos discricionários, garantindo que a renda combinada permaneça abaixo do limite de R$ 109.000.


