O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra seis pessoas acusadas de integrar organização criminosa que lavava dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação, conduzida pelo Gaeco, aponta a participação da advogada e influenciadora digital e de um líder da facção.
A estrutura financeira, voltada à dissimulação de recursos ilícitos, operou entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes administrada por Ciro Cesar Lemos. Lemos recebia ordens de um líder do PCC e de seu irmão para repassar rendimentos aos membros da rede. O grupo também contava com um operador financeiro e filhos de outra liderança da organização.
Segundo o Gaeco, a advogada recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando a origem dos valores em contas próprias. O órgão informou que a acusada planejava reestruturar empresas e transferi-las para fundos no exterior, visando a lavagem de dinheiro oriundo do PCC.
A defesa da advogada afirmou não ter acesso à acusação e negou qualquer envolvimento criminoso. A defesa do líder do PCC declarou que sua participação no esquema é inviável, pois ele e seu irmão estão detidos em presídio de segurança máxima desde 2019.


