O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (10), as contas do presidente da República referentes ao exercício financeiro de 2025, mas com ressalvas. O parecer do relator, ministro Benjamin Zymler, apontou fragilidades na gestão fiscal, alertando para a trajetória da dívida pública e a rigidez do gasto.
O ministro Zymler declarou que a análise prévia exige atenção do Congresso, do governo e da sociedade a aspectos problemáticos. Ele mencionou que a trajetória da dívida pública e a rigidez do gasto público no Brasil são fatores de preocupação. A aprovação com ressalvas reconhece a conformidade geral das contas com os princípios legais, mas registra não conformidades que demandam aprimoramento do Executivo.
A fiscalização do TCU elencou oito achados relacionados a riscos. Foi constatada falha no procedimento de análise de garantia da União aos Correios, que recebeu crédito de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025. O tribunal avaliou que a União atuou tardiamente diante do agravamento da situação financeira da estatal.
Apesar de o governo ter cumprido a meta fiscal de 2025, os auditores do TCU afirmaram que o resultado foi insuficiente para estabilizar a dívida. Para estabilização em 2029, o TCU considera necessário um superávit de 1,94% do PIB, enquanto a equipe econômica projeta 0,25% para o ano.


