O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira (10) tentativas de “constrangimento político” que buscam questionar atos de autoridades nacionais em jurisdições estrangeiras. Fachin afirmou que tais campanhas podem gerar efeitos que ultrapassam as fronteiras do país.
Durante o lançamento do Anuário da Justiça 2026, na sede da Corte, o ministro declarou que, em um mundo interconectado, iniciativas destinadas a questionar atos regularmente praticados por autoridades brasileiras no exterior podem gerar consequências além das fronteiras nacionais.
Fachin também fez um alerta sobre a distinção entre cooperação internacional e ingerência. Segundo o ministro, o respeito entre nações pressupõe o reconhecimento da legitimidade das instituições constitucionais e da independência dos órgãos jurisdicionais de cada país.
A fala ocorre em um contexto de medidas anunciadas por Estados Unidos contra o Brasil, como a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e a sinalização de novas tarifas sobre importações, atribuídas, entre outros pontos, ao Pix.


