O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu as políticas de imigração do país nesta quarta-feira (10), afirmando que o governo trabalha para garantir a entrada de ‘pessoas certas’. A declaração ocorre após a ONU pedir que os EUA revisem os controles de fronteira durante a Copa do Mundo, em meio a fiscalizações de delegações estrangeiras.
Trump sancionou um projeto de lei que destina US$ 70 bilhões para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha da Fronteira dos EUA (CBP) para auxiliar na fiscalização e deportação de imigrantes. A defesa do presidente surge após o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticar as práticas de controle de entrada, citando impedimentos a torcedores e a um árbitro somali da Fifa.
As medidas de controle geraram casos notórios durante a competição. A seleção do Senegal foi revista no aeroporto de Raleigh, Carolina do Norte, com detectores de metal. Outro exemplo foi a revista com detectores de metal na sola do sapato da seleção da Bélgica em Chicago. Além disso, um árbitro somali teve sua entrada negada após horas de interrogatório.
Enquanto os EUA implementam fiscalizações rigorosas, o México recebeu delegações com recepções festivas. A seleção da Espanha, por exemplo, foi recebida com música e bandeiras ao desembarcar em Puebla. O técnico da seleção do Uzbequistão, Fabio Cannavaro, comentou à imprensa norte-americana que a revista sofrida por sua delegação foi inédita em sua vida.


