O Senado aprovou, em um dia, medidas que ampliam gastos públicos, como renegociação de dívidas rurais e aumento de pisos salariais. Paralelamente, o presidente da Casa mantém indefinido o cronograma de tramitação da proposta que trata do fim da escala 6×1.
A proposta mais avançada no Congresso é o projeto de lei que trata da renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos. Segundo estimativas preliminares da equipe econômica do governo, o custo financeiro para o Tesouro Nacional pode atingir R$ 140 bilhões nos próximos anos. O texto voltará para a Câmara dos Deputados após alterações no Senado.
Em outra frente, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o aumento do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas, elevando o valor de R$ 3.636 para R$ 13.662, para jornada de 20 horas semanais. Além disso, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deu aval à PEC que garante aposentadoria especial para agentes de saúde e de combate a endemias, com regras de transição até 2041.
Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não definiu o cronograma da PEC sobre o fim da escala 6×1. O senador sinalizou que pautaria a proposta somente após reunião de líderes para costurar um acordo sobre a relatoria, o que ainda não foi marcado.

