O conceito de bem-estar migra de spas e hotéis para a arquitetura contemporânea, impulsionado pelo wellness real estate. Projetos residenciais e de alto padrão incorporam soluções para saúde física, mental e emocional dos moradores. O mercado, segundo o Global Wellness Institute, deve atingir US$ 1,8 trilhão até 2030.
O movimento de incorporar saúde ao ambiente residencial avança para dentro das unidades. Projetos arquitetônicos passam a incluir ambientes de desaceleração, banheiros sensoriais, áreas de meditação e iluminação focada no sono. Imóveis com propostas de bem-estar apresentam maior velocidade de comercialização e valorização acima da média, conforme dados de mercado.
Talita Silvério, fundadora da Amman, afirmou que o bem-estar se tornou um diferencial competitivo. Ela explicou que, embora elementos tangíveis como spa e fitness sejam a porta de entrada comercial, os maiores diferenciais residem nas dimensões “Mental & Spiritual” e “Social”, que geram pertencimento e valor emocional.
A especialista comentou que o consumidor busca desacelerar e ter conexão humana. Além disso, a dimensão “Environmental” passa a impactar a percepção de luxo e valuation dos empreendimentos. O setor, segundo a consultora, deve aliar acessibilidade e impacto urbano positivo para consolidar o bem-estar na vida cotidiana.

