Dois estudos recentes sugerem que o uso de smartphones pode contribuir para a queda das taxas de natalidade. As pesquisas indicam que a tecnologia reduz interações sociais presenciais e a frequência sexual, fatores ligados a gestações não planejadas.
Um estudo publicado em maio, conduzido por professores da University of Cincinnati, postula que a fertilidade adolescente “colapsou globalmente” a partir de 2007, ano do lançamento do primeiro iPhone. Os pesquisadores afirmaram que os smartphones alteraram a forma como os adolescentes interagem, o que impulsionou o declínio na fertilidade juvenil.
Outra análise, focada nos Estados Unidos, observou que as taxas de fertilidade gerais caíram 22% desde 2007. Os pesquisadores do National Bureau of Economic Researchers avaliaram o papel da difusão do smartphone como um choque diferente, visto que o declínio não se explica facilmente por fatores econômicos ou de acesso a contraceptivos.
A análise de dados entre 2007 e 2011, período em que o aparelho era vendido apenas na AT&T, indicou que o acesso ao iPhone reduziu nascimentos em 4,5% a 8,0% para jovens de 15 a 19 anos. Os autores concluíram que a difusão do iPhone explica entre 33% e 52% da queda na taxa geral de fertilidade entre mulheres de 15 a 44 anos.

