Investidores têm questionado o desempenho do ETF JEPI em 2026, dado que seu retorno acumulado no ano é de apenas 0,05%, enquanto o JEPQ registra alta de 7,41%. No entanto, analistas defendem a estratégia do fundo por sua construção e foco em baixa volatilidade.
O JEPI é estruturado com um portfólio de ações de grande capitalização gerido ativamente, visando retornos similares ao mercado com menor volatilidade. Para complementar a renda, cerca de 15% do portfólio é alocado em notas vinculadas a ações (ELNs), que simulam uma estratégia de *covered call* no S&P 500. Essa combinação permite ao fundo unir a defesa de ações de baixa volatilidade com a monetização de prêmios de opções do mercado mais amplo.
O fundo cobra uma taxa de despesa de 0,35% e oferece um rendimento anualizado de aproximadamente 8,29% em junho de 2026. Diferentemente de outros fundos de renda, o JEPI não adota uma política de distribuição gerenciada, fazendo com que os pagamentos mensais flutuem conforme a volatilidade do S&P 500. A empresa Morningstar atribui ao JEPI a classificação de Medalhista de Ouro.
O principal ponto de crítica ao JEPI é sua baixa exposição ao setor de tecnologia, que representa apenas 14,6% dos ativos. Em um mercado dominado por empresas de tecnologia, o desempenho do fundo sofre com a seleção de ações, e parte de seus rendimentos é tributada como renda ordinária, o que exige atenção na alocação fiscal.

