O governo federal tenta construir um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para impedir a votação de propostas que podem gerar desgaste eleitoral. As pautas em discussão envolvem a redução da maioridade penal e a ampliação da imunidade tributária para templos religiosos.
O Palácio do Planalto demonstra preocupação com os potenciais prejuízos à imagem do presidente caso o Senado vote as Propostas de Emenda à Constituição (PECs). A PEC das Igrejas, por exemplo, visa ampliar a imunidade tributária para entidades religiosas, o que impede a tributação sobre bens, serviços e consumo ligados a templos.
Sobre a redução da maioridade penal, há pelo menos duas PECs em tramitação. Aliados do governo trabalham para que nenhuma delas seja votada antes da eleição, visto que o governo Lula se posiciona contra a medida, defendendo outras formas de combate à criminalidade juvenil.
A confiança do governo em Alcolumbre foi restabelecida após conversas sobre propostas de alto impacto fiscal. O presidente do Senado indicou que não tem interesse em pautar reajustes de pisos salariais que comprometam o Orçamento federal. Contudo, o governo espera um encontro para discutir três propostas que aguardam análise no Senado: a PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o marco legal para exploração de minerais críticos.

