A elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve pode gerar um custo adicional superior a 3 bilhões de dólares para consumidores com dívidas de cartão de crédito nos Estados Unidos. A decisão do banco central ocorre em meio à inflação acima da meta e ao forte desempenho do mercado de trabalho.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou alta de 4,2% em maio, enquanto o CPI núcleo subiu 2,9%. Paralelamente, o mercado de trabalho adicionou 172 mil empregos no mesmo mês, superando as projeções de economistas. Apesar da pressão sobre o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, para cortes, o cenário mais provável aponta para um modesto aumento das taxas ao final do ano.
Os consumidores americanos possuem cerca de $1,35 trilhão em dívidas de cartão de crédito, segundo dados do Federal Reserve Bank of New York. Como a maioria desses cartões possui taxas variáveis atreladas às taxas de referência, um aumento de 0,25% na taxa federal pode resultar em mais de $3 bilhões em encargos anuais extras para os devedores.
O Federal Reserve define a taxa de fundos federais, que influencia o custo de empréstimos para instituições financeiras. Ao elevar essa taxa, os bancos tendem a repassar o custo ao consumidor. Especialistas aconselham que quem possui saldo elevado tente reduzir o montante ou transferir a dívida para empréstimos com taxa fixa para mitigar o impacto de possíveis aumentos futuros.

