Parlamentares da oposição avaliam estratégias no Senado para negociar ajustes na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1. O grupo aguarda sinalização do presidente da Casa Alta para definir se travará ou negociará mudanças no texto aprovado pela Câmara.
A principal aposta da oposição é a apresentação de emendas ao texto já aprovado na Câmara. O grupo busca pressionar por uma indenização às empresas, atendendo a pedidos de setores econômicos que querem compensação financeira pelos possíveis impactos da redução da jornada. Essa questão já foi debatida na Câmara e deve ser retomada pelos senadores.
Outra possibilidade considerada é mobilizar o lobby de empresários no Senado para reforçar a necessidade de alargar o período de transição. O texto da Câmara estabelece um prazo de 14 meses para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, em duas etapas, sem corte salarial. Empresários consideraram o prazo “muito curto”.
Além disso, a oposição avalia a defesa de emenda para acabar com a regra de transição, forçando o governo a defender o acordo feito na Câmara. Um representante de outro partido sugeriu emenda para criar uma escala 4×3 para servidores de segurança e saúde.

