A prefeitura de Limeira anunciou que processará o governo federal após a morte de uma jovem de 21 anos, ocorrida no último sábado (13) na Ponte do Esqueleto, em São Paulo. A vítima caiu de cerca de 40 metros após ser lançada sem estar conectada à corda de segurança, segundo relatos de testemunhas e da Polícia Militar.
A administração municipal afirmou que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é “exclusivamente do Governo Federal”, apontando omissão por parte da esfera federal. A nota do poder municipal declarou que a tragédia tornou “insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Vídeos divulgados mostram três homens carregando a jovem até a plataforma de salto e a lançando. Após o evento, pessoas presentes gritaram sobre a falta da corda. A Polícia Civil prendeu em flagrante três homens no local. As empresas responsáveis pela atividade, “Ih voei” e “Entre cordas”, não emitiram declarações sobre o caso.
O incidente reacendeu a discussão sobre esportes radicais, remetendo ao caso do criador da modalidade, Dan Osman. Osman faleceu em 1998 em um acidente similar, quando o sistema de cordas falhou durante um salto em Yosemite, Califórnia. No caso de Limeira, a investigação apura erro humano na preparação do salto.

