Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio-Linha Fundadora, faleceu neste domingo, aos 95 anos, na Argentina. Ela foi uma figura central na exigência de memória, verdade e justiça pelos crimes cometidos durante a ditadura militar argentina, que vigorou entre 1976 e 1983.
Almeida foi uma voz incansável nas mobilizações, mantendo sempre o lenço branco ao pescoço. Sua trajetória foi marcada pelo desaparecimento de seu filho, Alejandro, em 1975, quando ele era estudante de medicina. Cerca de 30 mil dissidentes desapareceram pelas mãos das milícias de direita da ditadura.
A organização que ela liderava declarou que ela ensinou que “amar é resistir, que a única luta perdida é a abandonada e que não há força maior que o amor”. Nos anos recentes, Almeida manteve postura confrontativa com o governo de Javier Milei sobre as políticas de memória e justiça.
Sua família informou que ela estava hospitalizada em Buenos Aires há três semanas. Restos mortais serão velados na segunda-feira na sede de um sindicato na cidade. A morte foi lamentada por figuras do meio de direitos humanos e da política argentina.

