Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, defendeu nesta segunda-feira (15) que o presidente respeite uma lista tríplice na nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta sugere que a relação seja elaborada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Federal (MPF) ou Senado.
Em participação em um fórum em São Paulo, Zema afirmou que a vaga no STF deve representar o “coroamento de uma longa carreira no mundo jurídico ou acadêmico”. Ele declarou que o presidente não deve possuir “a liberdade que tem hoje” na seleção dos membros da Corte.
O ex-governador criticou o que chamou de “aberrações”, dizendo que a lista tríplice impediria que o presidente indicasse “o advogado dele e o ministro dele”, referindo-se a escolhas feitas pelo governo anterior. Zema também manifestou interesse em impor uma idade mínima de 60 anos para as indicações ao STF, fazendo um paralelo com a escolha do pontífice da Igreja Católica.

