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Mundo

Amorim defende capacidade regulatória contra poder das big techs

Carla Fernandes
Última atualização: 16 de junho de 2026 13:21
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, afirmou que os Estados devem exercer sua capacidade regulatória para garantir que o desenvolvimento tecnológico beneficie a sociedade. A declaração foi feita durante a XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, nesta terça-feira (16).

Amorim declarou que, diante do poder das grandes empresas de tecnologia, os países não podem renunciar à sua capacidade regulatória, derivada do voto popular. Segundo o assessor, é preciso assegurar que o avanço tecnológico contribua para bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção ambiental e a garantia dos direitos humanos.

O assessor demonstrou preocupação com o avanço das inteligências artificiais. Ele classificou que, embora toda tecnologia apresente desafios e oportunidades, os riscos parecem maiores que os benefícios. Amorim associou a ausência de regulamentação a riscos à democracia em nações que não lideram a corrida tecnológica.

No Brasil, a disputa pela regulação de plataformas digitais segue ativa. Enquanto o governo federal ampliou a fiscalização de conteúdos online, o Supremo Tribunal Federal julga recursos das gigantes de tecnologia contra a alteração do Marco Civil da Internet. O julgamento será concluído na próxima quarta-feira (17) pelo plenário do STF.

TAGGED:Big TechsCelso AmorimDireitos HumanosInteligência Artificialregulacao-tecnologicasegurancainternacional
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