A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um homem, proprietário do Banco Master, por fraude à execução, estelionato e lavagem de dinheiro. Os crimes se referem a um processo onde imóveis penhorados para quitar dívida com escritório de advocacia foram usados para pagar outras dívidas, sem relação com a inicial.
O indiciamento ocorreu em 2 de junho e foi encaminhado à Justiça, que decidirá se o homem se tornará réu no caso. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva do homem, que está detido desde maio no âmbito da Operação Compliance Zero.
O caso envolve três imóveis em Arraial D’Ajuda, pertencentes ao homem, avaliados em junho de 2024 por um oficial de Justiça no valor de R$ 38 milhões. Os bens estavam penhorados para quitar uma dívida de R$ 9,6 milhões devida a um escritório de advocacia.
A investigação da Polícia Civil de Minas concluiu que o esquema utilizou engenharia jurídica e financeira para ocultar patrimônio. Os imóveis foram usados em uma escritura de dação para um acordo de outra dívida, sem ligação com a primeira. Eles foram repassados a um fundo pelo valor de R$ 16 milhões, e o valor de R$ 9,6 milhões nunca foi pago.

