Um homem acusado de homicídio apresentará defesa psiquiátrica em seu julgamento estadual por ter matado um diretor executivo de uma empresa de saúde. A estratégia visa argumentar que o acusado agiu sob um distúrbio emocional extremo. O juiz responsável liberará registros de defesa afirmativa para o caso.
A defesa argumenta que o acusado matou o diretor executivo da UnitedHealthcare enquanto sofria um distúrbio emocional extremo. Em audiência realizada nesta quarta-feira (17), o juiz Gregory Carro informou que liberará registros de defesa afirmativa para réus acusados de homicídio em Nova York. Essa defesa permite que o acusado admita a conduta, mas alegue que não deve ser responsabilizado criminalmente por agir durante um episódio de saúde mental.
O promotor assistente Joel Seidemann exigiu que a equipe de defesa fornecesse informações sobre o perito psiquiátrico e a base do argumento até quinta-feira. O juiz ordenou o cumprimento, afirmando que os promotores precisam saber qual doença desencadeou o transtorno emocional extremo no momento do ocorrido. Qualquer atraso poderia impedir o uso da defesa no julgamento estadual, previsto para começar em setembro.
O réu se declarou inocente das acusações estaduais de homicídio e porte de arma no caso do assassinato ocorrido em dezembro de 2024. Caso a defesa seja aceita, o crime pode ser reduzido de homicídio doloso para homicídio culposo. A condenação pela acusação menor acarretaria pena máxima de 25 anos, em contraste com a prisão perpétua possível no homicídio doloso.

