Um pesquisador avaliou o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, classificando o documento como estruturado para ser rompido. O memorando, que prevê negociação final em até 60 dias, contém 14 pontos. O especialista afirmou que, caso o pacto não se cumpra, o líder israelense será o principal prejudicado politicamente.
O especialista, professor da UFF e pesquisador de Harvard, declarou que o memorando representa uma tentativa de acordo, e não um compromisso sólido. Ele destacou que a manutenção do status quo é uma vitória estratégica para o Irã, visto que o Estreito de Ormuz já estava aberto antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Qualquer desarranjo nas negociações pode afetar o fechamento do Estreito.
Brustolin explicou que o foco do conflito deveria ser o programa nuclear iraniano, e não somente o Estreito de Ormuz. Ele mencionou que líderes do G7 cobraram que as negociações abrigassem o programa de mísseis, o financiamento a grupos como Hamas e Houthis, e o programa de drones iraniano. O pesquisador comentou que o líder americano estaria buscando fechar o acordo por razões eleitorais internas.
Questionado sobre as tensões entre Estados Unidos e Israel, o especialista afirmou que o líder israelense prioriza interesses pessoais. Ele citou que o líder enfrenta quatro acusações de corrupção e um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional. Por isso, ele concluiu: “Quem deve pagar caso o acordo não se cumpra é o Netanyahu. O Trump precisa de alguém para culpar”.

