Um réu planeja invocar uma defesa psiquiátrica em seu julgamento estadual por homicídio, alegando perturbação emocional extrema no momento do ataque ao CEO da UnitedHealthcare. O juiz afirmou que essa tese pode resultar em uma pena mais branda, caso ele seja condenado.
A alegação de perturbação emocional extrema pode mudar a tipificação do crime. Se o júri aceitar a defesa, o réu seria condenado por homicídio culposo, cuja pena máxima é de 25 anos de prisão. Isso contrasta com o homicídio doloso, que pode resultar em prisão perpétua.
O juiz Gregory Carro, de Nova York, anunciou a decisão após uma audiência secreta. Ele informou que os advogados do réu levantaram a possibilidade da defesa no ano passado, e a transcrição da audiência será tornada pública. O julgamento estadual está agendado para começar com a seleção do júri em 8 de setembro.
A defesa argumenta que a divulgação dos materiais da defesa psiquiátrica prejudicará o réu no processo federal, visto que essa tese não é aceita no âmbito federal. O réu, de 28 anos, se declarou inocente das acusações estaduais e federais relativas ao homicídio ocorrido em 4 de dezembro de 2024.

