A adoção de bioinsumos e a prática da agricultura regenerativa podem diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes e defensivos importados, segundo Reginaldo Minaré, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins). Ele afirmou que os insumos biológicos têm potencial para ocupar cerca de 50% do mercado nacional de insumos agrícolas.
Minaré destacou que o país permanece vulnerável às flutuações internacionais, visto que cerca de 90% dos insumos utilizados na agricultura dependem de importação. Crises globais, como a pandemia e conflitos no Oriente Médio, evidenciaram esse risco, pressionando custos de produção. O executivo declarou que a autonomia nacional na produção desses insumos é fundamental para o setor.
A inserção dos bioinsumos em um modelo de agricultura regenerativa, que combina insumos biológicos, orgânicos e plantas de cobertura, é vista como o futuro do campo. O dirigente da ABBINS acredita que esse sistema se consolidará rapidamente, sendo a agricultura convencional de um futuro próximo.
O principal entrave para a expansão acelerada do setor é a regulamentação. Embora a Lei de Bioinsumos tenha sido aprovada em 2024, a ausência do decreto regulamentador gera insegurança para investidores. Minaré explicou que, com a estrutura normativa completa, o mercado poderia crescer entre 25% e 30% ao ano, em vez dos 14% a 15% atuais.

