A investigação do Banco Master, conduzida pela Polícia Federal, impacta o cenário eleitoral da Bahia. O caso envolve figuras políticas como o senador Jaques Wagner e o pré-candidato a governador ACM Neto, gerando movimentações políticas no estado.
A operação da Polícia Federal, que investiga o Banco Master, trouxe à tona vínculos com o senador Jaques Wagner. Dados da investigação indicam que a empresa da nora de Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões da instituição. Wagner declarou em nota que não tem conhecimento de investigações, pois nunca participou de intermediações ou negociações em favor da empresa.
O caso também envolve ACM Neto, pré-candidato a governador. Dados fornecidos pelo Master à Receita Federal apontam o pagamento de R$ 5,4 milhões à empresa de consultoria do ex-prefeito entre 2023 e 2025. Além disso, o Coaf registrou que a empresa de ACM Neto recebeu R$ 1,55 milhão em 11 repasses da Reag, gestora também investigada no caso.
Enquanto isso, grupos políticos de ACM Neto e de Wagner, que apoia a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), firmaram um pacto de não agressão. Os aliados decidiram que a exploração do caso Master não seria benéfica para nenhum dos lados na disputa eleitoral baiana.

