A nona fase da Operação Compliance Zero realizou, nesta quinta-feira (18), mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal. A ação, ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mirou endereços do ex-governador da Bahia e de um empresário ligado ao sistema de crédito consignado.
Os agentes cumpriram um total de 18 mandados judiciais. O empresário, ex-sócio de Daniel Vorcaro, foi responsável por implementar no governo baiano, durante a gestão do ex-governador, um sistema de crédito consignado para servidores públicos. Esse sistema foi posteriormente transferido para o Banco Master, que utilizava o Credcesta como principal ativo financeiro.
O modelo de negócios do Credcesta baseava-se na margem consignável dos trabalhadores, retendo automaticamente gastos em compras ou saques diretamente do contracheque ou benefício previdenciário. O produto gerou fiscalizações e denúncias por seu modelo de cobrança, sendo que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) registra mais de 10,2 mil processos sobre o tema, incluindo alegações de fraude.
Daniel Vorcaro declarou, em proposta de delação premiada recusada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que efetuou pagamentos ao PT da Bahia devido à sua atuação no Credcesta. Ele mencionou o ex-governador Rui Costa, mas não especificou os valores.

