A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra uma influenciadora e advogada, tornando-a ré em um processo que investiga seu envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão aponta que ela atuou como receptora de valores da facção em um esquema de lavagem de dinheiro.
As investigações indicam que a influenciadora foi beneficiada por operações realizadas por uma transportadora de fachada, empresa apontada como criada pelo PCC para ocultar a origem ilícita dos recursos. Além disso, ela utilizou a técnica de smurfing, movimentando valores em depósitos fracionados para dificultar o rastreamento financeiro.
O processo imputa à advogada os crimes de Organização Criminosa, com pena de três a oito anos de reclusão, e Lavagem de Capitais, com pena de três a dez anos de reclusão. As autoridades também identificaram imóveis registrados em nome da influenciadora e de seus filhos adquiridos com recursos ligados ao PCC.
A defesa de um dos acusados contestou a denúncia, alegando que o custodiado em segurança máxima não pode participar dos fatos investigados. Com a aceitação da denúncia, os réus serão citados pessoalmente para apresentar resposta à acusação em até 10 dias, enquanto a influenciadora permanece presa na penitenciária de Tupi Paulista.

