A Polícia Federal investiga a atuação de um senador em favor de interesses do Banco Master em pelo menos três frentes, conforme a Operação Compliance Zero. A investigação aponta que o parlamentar atuou em discussões sobre ampliação do crédito consignado, aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e acompanhamento da tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB).
Os investigadores consideram as ações estratégicas para fraudes atribuídas ao fundador do Banco Master. A PF cumpriu mandados de busca em endereços ligados ao senador, apreendendo US$ 49 mil, o equivalente a R$ 252 mil. A investigação detalha que o senador manteve contato direto com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do fundador, sobre propostas legislativas que poderiam beneficiar a instituição.
A primeira frente apurada envolveu a ampliação do crédito consignado, com medidas para aumentar a margem de empréstimos para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF aponta que essa articulação resultou em emenda incorporada à legislação. A segunda frente focou em mudanças nas regras do FGC, cuja ampliação de cobertura era de interesse do Banco Master para captar recursos no mercado.
A terceira frente citada pela PF foi o acompanhamento da tentativa de venda do Banco Master ao BRB, transação que foi rejeitada pelo Banco Central. Diálogos obtidos indicam que Augusto Lima teria emprestado seu avião particular e bancado ingressos para um camarote em Los Angeles ao senador, além de supostos repasses financeiros.

